Autora: Audrey Niffenegger
Editora: Vintage Books
Ano: 2005
Introdução: Essa é a história de Clare e Henry, que se conhecem a primeira vez quando Clare tem 6 anos e Henry 36, e se casam quando ela tem 22 e ele 30. Isso é possível, pois Henry sofre de uma condição genética rara que o faz viajar no tempo, tanto para o passado quanto para o futuro. Não é algo que ele possa controlar, e isso faz com que ele e Clare lutem para levar um casamento e uma vida normal.
Quando comecei a ler o livro, achei super divertido e interessante, pois Henry sempre esteve “presente” na vida de Clare. Ela o conheceu aos 6 anos e até se encontrarem em tempo real quando ela já tem 20 anos, são 14 anos conhecendo (e ao mesmo tempo não, pois Henry não dava todas as informações a Clare com medo de mudar algo futuro) uma pessoa que vai ser seu companheiro para uma vida toda. É uma grande história de amor, e quem é que não gostaria de viver uma, não é?
No decorrer do livro, o que começou a me chamar a atenção, não foi essa grande história e sim como Clare passou a vida toda esperando por Henry. O conhece aos 6 anos e até os 20 anos, sua vida gira em torno dele, em torno de esperar que ele apareça. São 14 anos esperando por alguém. Depois que eles finalmente se encontram no tempo, a vida dela é esperar por ele enquanto ele viaja no tempo. E ai me deu uma pena tão grande dela, pq fiquei imaginado as milhões de possibilidades que a vida dela poderia ter sido, coisas que ela podia ter feito, pessoa que podia ter conhecido, se não soubesse desde sempre que um dia ela iria ficar com Henry. Lá pelo meio do livro comecei a achar Henry, ao invés do cara mais encantador do mundo, como no início do livro (a autora vai e volta no passado, presente e futuro, mas o leitor nunca fica perdido por Niffenegger nos situar com datas e idades dos personagens), e comecei a achá-lo o cara mais egoísta do mundo, pois ele nunca deu a ela a chance de uma vida “normal”.
Durante as 593 páginas, minha opinião mudou “trocentas” vezes, mas ao fim me decidi que Clare fez a escolha dela. E mais importante, ela fez essa escolha consciente, pois sabia como Henry era, e dos “problemas” que o envolviam. Ela sabia que ele viajava no tempo e ela ficaria sozinha por muitas vezes (quando ele estava no "passado" com ela, não estaria no "futuro"), sabia que essa condição genética rara poderia causar problemas no casamento e sabia que nunca teria uma vida “normal”. E mesmo assim quis ficar com ele e por isso enfrentou as consequências de suas escolha.
O que mais me marcou do livro foi a parte da espera. Muitas vezes colocamos a vida em pausa esperando por algo ou por alguém. Eu mesma já fiz isso tantas vezes, mas vezes do que gostaria e deveria. Na verdade, dever, eu não deveria nunca ter feito, mas o coração às vezes fala mais alto do que a razão.
O filme de mesmo nome foi inspirado no livro. Ainda não tive a oportunidade de assistir o filme, mas “a Clare” que eu vi nos trailers, me parece muito pouco com a que eu conheci pelo livro.
Levei mais de um mês lendo The Time Traveler’s Wife, então o livro teve muitas soundtracks para mim:
- Do you remember by Jack Johnson.
- Opportunity de Pete Murray e John Mayer
- Broken de Lifehouse (Lifehouse é uma das minhas bandas favoritas, mas essa música – provavelmente- só faz parte das minhas soundtracks por causa do trailer do filme!)















