
"O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença."
(Érico Veríssimo)
(Érico Veríssimo)
Ainda na vibe do livro (pois agora me sinto órfã por não "conviver" mais com os personagens e vai demorar um tempo para eu me conectar com outro livros e seus personagens), fiquei pensando nos motivos que me fizeram gostar tanto de "The Opposite of Love". Quando eu me apaixonei por "A Sombra do Vento", foi pela história que eu achei super incrível, pela modo como o autor amarrou os acontecimentos, pelo suspence, pelo desfecho emocionante, pela ficção em si. Em "The Opposite of Love", apesar de gostar muito da história e me comover com o final (pra quem não leu o post abaixo, chorei muito!), o grande motivo de eu ter me apaixonado e o livro cair na minha categoria de favorito foi pq eu me identifiquei demais com a protagonista. Me identifiquei com Emily, mas nem sempre com as situações que ela viveu no livro. Julie Buxbaum fala de assuntos como amor, perda, falta de comunicação, medo de se comprometer, medo de que o outro vá embora, amadurecimento, aprender a lidar com os sentimentos e a capacidade de se reerguer diante das rasteiras que a vida nos dá.
Fiquei até tentanda a escrever para a autora e perguntar de onde ela tirou toda essa história, se foi algo que aconteceu com ela mesma, prima ou amiga, pois o livro mostra, principalmente, como as verdadeiras mudanças da vida acontecem de dentro para fora. Foi esse o grande motivo de todo o meu encanto por "The Opposite of Love". Já perdi as contas de quantas vezes me senti igualzinha ao jeito que a autora descreveu, mesmo que a situação fosse completamente diferente. E apesar de não ter achado as respostas que esperava, eu acredito que encontrei outras coisas muito valiosas, pois, pra mim, esse livro veio cheio de mensagens e casou justamente com o momento que eu venha vivendo. Não só o final me fez chorar e pensar na minha própria família, mas a maneira como ela se sente, é muitas vezes como eu me sinto: totalmente perdida na vida, sem saber para que lado ir ou vir, o que acontece next, e como eu faço pra controlar as coisas que acontecem tão rápido que quando a gente percebe a rasteira já está deita beijando o chão.
Provavelmente muitas outras pessoas vão lê-lo e não encontrar nem metade do encanto que eu encontrei, do mesmo jeito que já li livros que pra mim não passaram de uma história divertida pra passar o tempo, enquanto para outras pessoas virou livro de cabeceira. Graças a Deus mesmo que não temos todos os mesmos gosto, se não seria um caos só!
Alguém mais tem algum livro com o qual se identificou assim? Ou com a história, ou com algum personagem, ou com as situações que os personagens viveram no livro? Alguém...?









10 comments:
Dentre os livros que já lí, não houve nenhum personagem ou história que eu tenha me identificado, a não ser que a identificação tenha sido negativa e meu ficou restrita ao incosciente! rsrs Mas me identifico muito com a personagem Lorelay do seriado que infelizmente já acabou Gilmore Girls... Nao por ter filha, mas por todo mundo achá-la forte mas na verdade ela nem é...
Xerus
=***
Nossa...
deu ateh vontade de ler esse livro pelo jeito que vc falou dele...
eu nao li ainda um livro que me deixasse assim...
gosto mais dos que tem historia antiga no enredo... amo demais.. quase que deixo de dormir pra poder ler...
kkkkkkk
beijos!
Me deu vontade de ler esse livro, pena que vai demorar um pouco, quem sabe em dezembro :)
Bia!!!! Sabe que terminei de ler um livro que me deixou assim? Não há coisa melhor do que ser fisgada por um livro e não querer fazer outra cosia que não seja abrir suas páginas e se entregar! Estou fazendo uma encomenda de uns livros em inglês e este está na lista, com certeza!
Adoro suas dicas, só não sou muito fã da Marian Keyes... Acho que enrola muito...
Sobre um livro que tenha me tocado muito... O "Comer, rezar e amar" não me tocou tanto assim, mas estava embarcando para uma viagem de um mês e meio entre Europa e África e comprei no aeorporto. Não sei se porque ela falava da libertação que uma viagem traz, mas eu fiquei com ele na cabeça até hoje. Estou na fila do seu próximo livro que só vem em 2010. Mesmo assim, contraditório,, achei a escrita dela meio fantástica demais para dizer que é realidade.
Beijossss
Na: Pois eu me identifico com tantos livros.. as vezes coisas pequenas, as vezes quase o livro todo como nesse caso. Tb adora Gilmore Girls, Lorelai era uma personagem maravilhosa.. eh uma pena que o seriado, acabou.
Renata: Quando eu gosto do livro, as vez vou dormir tarde sem conseguir parar de ler!!
Nanda: Coitade de vc super busy coma faculdade. Quando as ferias chegarem tenho certeza de q vai aproveitar cada segundo!
Flavia: Tb nao sou fa de Mirian Keyes nao. E com concordo com a enrolacao dela. Ate hj so li Casorio, os livros dela sao muito caros e nao me trazem tanta satisfacao assim! Eu estou com esse Comer, rezar e amar, mas em audio video.
bjs
Bia, estou vendo que esse livro te deu um impacto. Eu tb sou como vc quando leio um livro que me identifico, tenho a maior dificuldade depois em comecar a ler um outro livro.
Eu tb nao sabia que o metabolismo do alcool na mulher é diferente; aprendi assistindo a reportagem, por isso pensei em fazer um post.
Bjus
ola,encontrei o seu blog atraves do blog sindrome de estocolmo e gostei muito desse post,fiquei doida pelo livro mais ja pesquisei e nao tem ebook em portugues,vou deixar anotado para procura-lo depois!
fiquei super curiosa e com muita vontade de acompanhar essa historia,
e nao tem um personagem em particular q me identifique,mais um que me marcou e chorei ate nao poder mais foi cidade do sol!
um abracao.
Bia, foram tantos livros que me marcaram, personagens com os quais me identifiquei... Sou como você, devoradora de livros. Mas aproveitando que você mencionou uma frase do Érico Veríssimo (amooo), tem o livro dele Clarissa, que li quando era adolescente e com o qual me identifiquei demais. Tem também um conto do Ivan Angelo, chamado "Menina" (é curtinho, vale a pena ler, você acha fácil na internet), nossa, a garota, Ana Lúcia, sou eu de cima embaixo, parece que o Ivan Angelo escreveu o conto pensando em mim...rs... Nunca me identifiquei tanto com uma personagem como a menininha desse conto. Aliás, eu amo contos. Ótimos para aqueles dias corridos e cansados em que a gente não tem muito tempo de ler. Beijo
Georgia: Quando me identifico com o livro, ou a história me prende muito, tenha bastante dificuldade de começar a ler outro livro! Esse realmente foi bem dificil, mas ontem recebi o livro da Flávia pelo correio e agora já estou com mil coisas na cabeça em relação a esse livro! Ainda estou conectada ao ultimo , por causa do meu momento, mas o novo tb tem muita coisa a ver!
Andreia: Oi Andreia! Seja bem vinda ao blog! É como eu disse, por gostos diferentes, esse livro pode vir a ter outro significado pra vc! Mas espero que vc goste, pra mim serviu muito! Ainda não li cidade do sol, mas eu ouço muita gente falar mil maravilhas desse livro!
Eliane: Eu nunca li Erico Verissimo, vou procurar saber! Pesquisei o conto na internet! Achei bem legal! Hoje em dia me identifico muito mais com os livros do que na adolescencia!
bjs
Bia, Érico Veríssimo tem livros maravilhosos. "Olhai os Lírios do Campo" é o tipo de livro que agrada tanto adolescentes quanto adultos e vovós. Lindo e edificante. "Clarissa" é o primeiro livro de uma saga contada em 5 livros envolvendo os mesmos personagens. Os títulos são: "Clarissa", "Caminhos Cruzados", "Música ao Longe", "Um Lugar ao Sol" e "Saga". A escrita é fácil, gostosa e tem um tom de literatura infanto-juvenil, mas acho que você gosta. Eu amei! Fica a dica. Beijos
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